Dois elegantes terminais erguem-se lado a lado. O edifício original de 1931, conhecido como a Estação Sul e Sueste, servia os passageiros da ligação ferroviária com o Sul até 1999, ano em que os comboios passaram a atravessar a Ponte 25 de Abril. Inaugurado em 2011, o novo terminal  veio aumentar a capacidade e o acesso deste interface de transporte. Distingue-se pela fachada que homenageia a estilização Art Deco do edifício vizinho e pelo projeto de azulejaria da responsabilidade de Can-Ran, finalista do Prémio Europeu de Espaço Público Urbano.

VISITA ESGOTADA

Construído ao gosto dos “palácios de diamantes” italianos, sofre sérios estragos no terramoto de 1755, mas ainda assim é classificado em 1910 como Monumento Nacional. Em 1960 é adquirido pela CML e em 1980, segundo o icónico projeto de Manuel Vicente e José Santa-Rita iniciam-se profundas obras de recuperação, com a execução dos últimos dois pisos, destruídos no terramoto, em betão, reproduzindo os “diamantes” originais em pedra. Esta intervenção termina com a remodelação das janelas da fachada em 1983, com projeto de António Marques Miguel. Em 2012 torna-se a Sede da Fundação José Saramago, com intervenção do arquiteto João Santa-Rita. Visita guiada pelo autor.

Mouzinho da Silveira foi o grande obreiro da organização judiciária e do Supremo Tribunal de Justiça, a funcionar desde 1833 e logo instalado no Palácio. O edifício formava o terceiro dos seis quarteirões pombalinos no lado Nordeste da Praça do Comércio, reconstruída após o terramoto de 1755. É hoje o topo da organização judiciária em Portugal.

O edifício dos Paços do Concelho, para além do seu valor arquitetónico e artístico, reflete a imagem de Lisboa e de Portugal Liberal, Regenerador e Republicano. A Proclamação da República em 5 de Outubro de 1910, ficou profundamente associada a este edifício. O edifício original, construído na reconstrução pombalina, ficou totalmente destruído num incêndio em 1863. No final do séc. XIX constrói-se o edifício atual que conta, no seu interior, com a participação de diversos artistas nacionais. Novo incêndio, em 1996, destrói os pisos superiores, refeitos de acordo com o projeto original, de Domingo Parente da Silva. Para esta reformulação foram chamados vários arquitetos e artistas plásticos contemporâneos, que em muito contribuíram para o seu reconhecido valor arquitetónico e artístico.

Apesar da demolição quase integral dos interiores deste quarteirão de origem pombalina, os fragmentos existentes dão prova das opções espaciais tomadas por Tertuliano de Lacerda Marques bem como do gosto de monumentalidade e enriquecimento dos interiores protagonizado por Luís Cristino da Silva. A estratégia do MUDE preserva a ruína enquanto património e integra-a no próprio projeto e discurso museológico, longe da ideia clássica de um museu – contentor branco. Depois da instalação provisória realizada em 2009 pelo Atelier RcJv, está na fase final o projeto de arquitetura geral. As visitas guiadas, realizadas por Bárbara Coutinho, diretora do Museu e pelo arquiteto Luís Saraiva, autor do projeto de reabilitação integral do edifício, dão a conhecer espaços e áreas ainda não acessíveis ao público.

O Convento de S. Francisco da Cidade foi fundado em 1217, sofrendo várias ampliações e reedificações ao longo dos séculos. Além de convento foi albergue, hospital e biblioteca. Ao longo do século XIX chegaram os atuais ocupantes: o Governo Civil de Lisboa em 1835, a Academia de Belas-Artes em 1836, a Galeria Nacional de Pintura (MNAC) em 1862 e o Comando Metropolitano da PSP em 1867. Esta zona do edifício tem sofrido vários melhoramentos desde então, mantendo os calabouços ainda usados na ditadura. A escadaria principal data de 1907, integrando azulejos da autoria de Alves de Sá de 1932.

VISITAS ESGOTADAS

Um edifício exemplar da reconstrução pombalina, construído na transição entre a Baixa e a encosta do Castelo de São Jorge.

O projeto de recuperação transformou-se num projeto de “arqueologia” doméstica, em que o fascínio da descoberta definiu o caminho a seguir durante toda a obra. Com pequenas alterações, melhorou-se a circulação interior entre os quartos e renovaram-se as infra-estruturas. Introduziram-se materiais novos apenas onde foi necessário resolver problemas, e mantiveram-se todos os pavimentos, portas, guarnições, portadas e ferragens que resistiram ao longo de mais de 200 anos. No final, tudo se resume a um exercício para descobrir como habitar um espaço pombalino e mantê-lo na cidade por mais uns tempos. Visitas guiadas pelo autor.

Esta construção palaciana de meados do século XVIII foi mandada construir pela família Sinel de Cordes, originária da Flandres, que aqui se estabelece após o terramoto de 1755. Em meados do século XIX, o edifício é adquirido pelo 1º Visconde Correia Godinho. No início do século XX funcionava no Palácio a Legação de Itália, época em que ocorreu um violento incêndio que destruiu grande parte do seu interior, posteriormente reconstruído. A partir dos anos 30 passaria a funcionar no palácio uma escola primária, ocupação que se prolongaria até à última década. No palácio funciona atualmente a sede da Trienal de Arquitectura de Lisboa, onde se pode ver parte da programação do evento Close, Closer.

VISITAS ESGOTADAS

Na Mouraria, berço do Fado, as Igrejas e as Mesquitas são marcantes, num bairro histórico multiétnico, onde se cruzam as origens do Fado e as especiarias do Oriente. Entre Praças (Martim Moniz), Largos (Intendente, Trigueiros e Achada) e ruelas estreitas (Capelão) deambulamos numa Lisboa mourisca, renovada e eterna. Destacamos alguns projetos como o Espaço Intergerações de S. Cristóvão, a Mouradia, a Cozinha Popular da Mouraria, a Largo Residências, e a Casa Independente, como fruto da regeneração urbana e social dos últimos dois anos. Visita guiada por GABIP/ Dr. João Meneses (Gabinete de Apoio ao Bairro de Intervenção Prioritária da Mouraria).

VISITAS GUIADAS ESGOTADAS

VISITAS LIVRES ENTRE AS 10H E AS 13H

Idealizado por Almeida Garrett, o Teatro Nacional D. Maria II foi projetado pelo arquiteto italiano Fortunato Lodi e, mais recentemente classificado Monumento Nacional. Inaugurado a 13 de abril de 1846, é um exemplo da arquitetura de estilo neoclássico. Após a sua construção no século XIX, o Teatro foi alvo de várias intervenções, entre as quais uma reconstrução da autoria do arquiteto Rebelo de Andrade que recuperou o interior após um grave incêndio em 1964, reabrindo ao público em 1978. Visitas conduzidas por José Manuel Castanheira, Paulo Prata Ramos, Ildeberto Gama e Luís Soares Carneiro.

Também conhecido por Palácio Ferreira Pinto Basto, este palacete oitocentista esconde atrás da sua requintada fachada um belo jardim no centro do Chiado. Foi residência oficial do General Junot, no início do séc. XIX, e durante um curto período um hotel – há mesmo quem diga que era aqui o hotel de Egas, n´Os Maias de Eça de Queiroz – sendo há 100 anos ocupado por uma companhia de seguros e, mais recentemente, no piso térreo, por uma galeria de arte contemporânea.

VISITAS ESGOTADAS
A casa está inserida num edifício do final século XIX, construído para habitação e rendimento da burguesia lisboeta. Imponente nas áreas, pé direito alto e salas principais amplas, o espaço doméstico é diversificado, de boas circulações e generoso no seu usufruto, com uma evidente vocação social, de “receção” e lazer. A intervenção de 2012 teve como objetivo minimizar opções decorativas anteriores e destacar a arquitetura majestosa dos interiores, acrescentando um novo espaço à casa: o Pátio. Antes um lugar secundário e sem visibilidade, o Pátio está agora integrado como nova divisão, à mesma cota da casa, relacionando o espaço interior com o exterior. Pintado de branco, iluminado e ajardinado, proporciona luz e aproxima a casa dos espaços verdes circundantes.

Visita guiada pela autora.

VISITAS ESGOTADAS

A Sede da Ordem dos Arquitectos ocupa o antigo edifício neoclássico dos Banhos de S.Paulo, classificado como Imóvel de Interesse Público. Em 1991, por concurso público, é feita uma remodelação profunda mantendo-se o pátio central como espaço dominante e recuperam-se as chaminés originais. Em contraste com a fachada neoclássica estilizada, o interior é pleno de exuberância formal e efeitos de cor.

VISITAS ESGOTADAS
O Liceu Passos Manuel é o primeiro Liceu a ser construído em Portugal segundo os princípios fundadores do ensino liceal estabelecidos em 1836 por Passos Manuel. Entre 2008 e 2010 sofre a intervenção de reabilitação e adaptação aos novos requisitos do ensino contemporâneo integrada no programa gerido pela Parque Escolar. As ações de restauro, conservação e ampliação respeitaram o edifício histórico, ao ocultar parcialmente as novas valências em novas estruturas integradas no subsolo. É neste contexto que recebe o Prémio da União Europeia para o Património Cultural Europa Nostra 2013, na categoria de Conservação, e em 2011 é reconhecido pela OCDE-CELE como uma intervenção exemplar em património escolar. Visitas guiadas pelos autores.

Edifício seiscentista, mandado construir por Sebastião de Carvalho e Melo, avô do futuro Marquês de Pombal. Este edifício foi residência preferida da família até ao terramoto de 1755. O edifício atual é propriedade municipal desde 1968 e pertencia a um conjunto palaciano muito mais vasto, que foi sendo desmembrado, repartido e ocupado por diferentes entidades ao longo dos anos. Resta intacta contudo, a parte nobre do palácio, com acesso pelo número 79 da Rua d’O Século, e onde se encontra, atualmente, o Carpe Diem Arte e Pesquisa. O edifício foi recentemente intervencionado com uma nova estrutura para os seus grandiosos tetos, com projeto do Eng. João Appletton.

VISITAS ESGOTADAS
Um Professor Um Arquivista 

Dois edifícios Um emparcelamento

Oito Frações Duas intervenções

Quatro quartos de banho Duas Cozinhas 

Uma Sala de Jantar e Duas de Estar

Dois Corredores e Duas Bibliotecas,

Seis Quartos e Armários quanto baste

Um pequeno palácio dividido em dois

no Bairro Alto à Luz do Soriano...

Visitas guiadas pelo autor.

VISITAS ESGOTADAS

Dominando o Tejo com os seus jardins terraços, o Palácio de Santos integra, principalmente, uma ala do século XVI virada para o rio na qual se encontra a famosa sala das porcelanas e uma capela decorada com madeira esculpida e azulejos, bem como uma ala perpendicular que acolhe os principais salões, construídos e decorados no século XVIII. A edificação do Palácio ficou terminada com a construção em 1937 de uma ala ocidental, paredes meias com a Igreja de Santos, destinada ao antigo Institut Français.

VISITAS ESGOTADAS
A origem do Palácio remonta a 1598, ano em que se iniciou a construção do Mosteiro Beneditino, construído sob desenho e direção de Baltasar Álvares. Até 1833, o edifício pertenceu aos Monges Negros de Tibães e era conhecido por Mosteiro de S. Bento da Saúde. Com a Revolução Liberal de 1820 e a extinção das ordens religiosas em 1834 o edifício foi escolhido para a instalação do Palácio das Cortes. Com o incêndio de 1895 na Câmara dos Deputados, revelou-se urgente a reconstrução, tendo, para tal, sido aberto concurso que selecionou o projeto de Ventura Terra que, caracterizado por uma estética neoclássica, acabaria por remodelar não apenas a Sala das Sessões, mas quase todo o edifício. O Palácio está classificado, desde 2002, como Monumento Nacional.

VISITAS ESGOTADAS
Desenhada pelo arquiteto para a própria família, a natureza desta casa resulta de uma reflexão sobre temas identitários da arquitetura lisboeta, numa tipologia recorrente de lote com 6 metros de largura por 15 de profundidade, rematado por um pequeno jardim nas traseiras. Trata-se de um edifício de 5 pisos com duas fachadas radicalmente diferentes: a “pública“ em pedra de lioz branco e a das traseiras em vidro, ligadas por um mundo interior  em betão aparente  pontuado  pela presença de elementos em madeira de bétula. A estrutura de betão, constituída por apenas 3 planos - duas empenas e uma lâmina transversal - é pensada e totalmente exposta para definir o essencial do espaço da casa.

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Dois lofts, resultantes de uma velha tipografia, no piso térreo de um edifício residencial do início do século XX. A construção, tradicional, está ancorada no piso térreo por meio de vigas metálicas e pilares que dão características industriais ao espaço, para além de uma notável força. O pé-direito, generoso, de 4,00 m de altura, revelou-se insuficiente para a introdução de mezzaninos. Escavámos, então, as traseiras do existente, cerca de 1,50 m, para permitir a instalação de dois níveis (2,50 m de altura cada), em frente ao quintal, também obtido pela escavação do antigo pátio. Visitas guiadas pelo autor.

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Localizado no subsolo da Praça do Príncipe Real, em Lisboa, o Reservatório da Patriarcal foi projectado, em 1856, pelo engenheiro francês Charles Mary. Construído entre 1860 e 1864, este reservatório tornou-se então o mais importante na rede de distribuição de água na zona baixa da cidade. A partir do Reservatório da Patriarcal, é possível fazer um dos percursos da água, entrando no mundo subterrâneo da Galeria do Loreto e saindo num dos mais magníficos miradouros da cidade de Lisboa, o de São Pedro Alcântara, percurso feito nas visitas guiadas pela Dra. Bárbara Bruno.

VISITAS ESGOTADAS

É um jardim histórico, construído para apoio ao ensino e investigação e o único jardim botânico português classificado como Monumento Nacional. Inclui o único observatório histórico de ensino em Portugal datado de 1898, a primeira estação meteorológica portuguesa (1853) que ainda se encontra operacional, um herbário dos anos 30, a atual estufa e um borboletário. Tem uma zona dedicada à botânica e uma coleção de árvores e arbustos (arboreto).

VISITAS ESGOTADAS

No Museu Nacional de História Natural e da Ciência, são de destacar o Laboratorio Chimico (1857-1890) e o Observatório Astronómico (1898), dois espaços oitocentistas únicos em Portugal. O Jardim Botânico (1878) é monumento nacional desde 2010. O edifício principal, em estilo neo-clássico e da autoria do arquitecto francês Pierre-Joseph Pézerat, foi construído na década de 1850 sobre as fundações de um anterior edifício seiscentista que já havia albergado o Noviciado da Cotovia (séc. XVII) e o Colégio dos Nobres (séc. XVIII). O Real Picadeiro (1761) é o único edifício sobrevivente do Colégio dos Nobres. O seu magnífico teto de madeira encontra-se classificado como imóvel de interesse público desde 1978. A Sala de Leitura e a Biblioteca, que datam da Escola Politécnica de Lisboa (1837), mantêm a sua traça e mobiliário original.

No Edifício Escolar-Sede da Faculdade de Ciências Médicas (FCM), situado na Colina de Santana, podemos admirar, na Sala dos Passos Perdidos, os painéis de azulejo, de inspiração de Jorge Colaço e a Sala dos Atos, com frisos da autoria de Veloso Salgado. O edifício foi executado de acordo com as diretrizes de uma comissão de mestres que incluía Curry Cabral e Miguel Bombarda.

O Pólo de Investigação do Campus de Santana, é um espaço moderno de referência no domínio das ciências médicas. O projeto integra três novas estruturas: a Biblioteca, o Centro de Treino de Competências Clínicas e o Centro de Estudos de Doenças Crónicas (CEDOC), unidade de investigação da FCM da NOVA.

Este arrojado edifício de 1936 revestido a mármore foi projetado para apartamentos, abriu como hotel e é hoje a sede do Partido Comunista Português. Com 16,5 m de comprimento, a fachada voltada para a Avenida distingue-se por um sexto andar côncavo e varandas a terminar numa série de dramáticas estruturas circulares de canto sobrepostas. A composição conjuga a solidez sóbria do Modernismo com o lúdico lírico da Art Deco. Os seus sumptuosos quartos foram frequentados por espiões alemães durante a Segunda Guerra Mundial.

Epíteto da elegância, à data da sua inauguração o São Jorge era o maior cinema em Portugal. Projetado por Fernando Siva em estilo Art Deco, refletia o glamour de Hollywood e foi espaço de apresentação da Rank Organization, uma produtora de cinema. Sujeito a alterações em 1982 para incorporar duas salas de cinemas ao nível das varandas, foi renovado em 2007 pela Câmara Municipal de Lisboa. O São Jorge é hoje um espaço cultural que acolhe festivais, espetáculos e debates.

Integrada num grande complexo paroquial, esta igreja no centro da cidade passa despercebida mesmo ao cidadão mais atento, apesar da rua que a atravessa. Rompendo com a tradição religiosa, o concurso ganho por Nuno Portas e Nuno Teotónio Pereira recupera o modelo de igreja romana primitiva, reforçando a relação entre o espaço religioso e a comunidade envolvente, levada ao limite pelo caráter despojado e urbano que o betão aparente lhe confere. Em 1975 ganhou o Prémio Valmor e é Monumento Nacional desde 2010.

VISITAS ESGOTADAS

Mandado construir por Nuno Franco de Oliveira Falcão, entre 1969 e 1971, foi  distinguido com o Prémio Valmor de 1971. Classificado como Monumento de Interesse Público, trata-se de um edifício com uma funcionalidade mista, pois recupera a galeria de lojas aberta à rua e acolhe escritórios nos pisos superiores. A sua fachada é constituída por três zonas distintas salientando-se a zona intermédia, que lhe originou o nome de “Franjinhas”, num diálogo inovador entre interior e exterior.

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Da autoria de Pardal Monteiro, é um excelente exemplo da Arquitetura Modernista Portuguesa. Impondo-se sobre a cidade, o projeto regeu-se pelo princípio da organização funcional, na qual assenta o serviço de excelência que preconiza. Exemplar na forma como o proprietário conservou e atualizou um imóvel classificado associado a uma atividade tão exigente quanto a hoteleira, conta ainda com uma notável coleção de obras de arte de artistas plásticos portugueses.

Conjunto de três torres de escritórios interligadas pela zona comercial que também faz ligação à zona rsidencial. As torres são estruturas de betão e vidro, rematadas a platibandas figurativas, sendo a zona residencial forrada de placas mármore rosa. Símbolo máximo do Pós-Modernismo nacional passou de assunto polémico nas primeiras páginas de jornal a ícone arquitetónico da cidade. A visita inclui o acesso à cobertura da Torre 1.

O edifício é uma típica casa burguesa do início do séc. XX, construída na rua de Campolide, então um dos eixos principais de entrada na cidade. Atrás de uma fachada nobre, revestida a azulejo, existia uma zona comercial no piso térreo, uma habitação no primeiro andar e um quintal com hortas e animais nas traseiras. O edifício foi recuperado e transformado num atelier de arquitetura, mantendo a sua estrutura original. A zona da habitação contém as salas de trabalho, distribuídas por um corredor central que culmina numa sala de reuniões virada para a Rua de Campolide; a área de loja (antigo talho) ao nível da rua, é transformada em oficina e sala de maquetas. Um estreito percurso exterior contíguo ao edifício conduz a um jardim escondido à cidade, entrada do atelier.

Percurso de bicicleta, pelo Corredor Verde – idealizado há 36 anos por Gonçalo Ribeiro Telles e inaugurado no final de 2012 -, acompanhado pela Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta. O percurso, de 2h aproximadamente, termina no Jardim Amália Rodrigues com uma conversa com o Arq. paisagista Vítor Beiramar Diniz, aberta a todos, ciclistas ou não.

equipamento necessário: bicicleta, capacete, garrafa de água, colete de sinalização amarelo.

O edifício dos Tribunais Cíveis de Lisboa, projetado pelos Arquitetos Januário Godinho e João Andresen, rompe com os tradicionais "Palácios de Justiça", adotando uma linguagem modernista e de grande originalidade concetual. O seu enquadramento urbanístico, volume, expressão e funcionalidade, aliados aos novos materiais empregues na sua construção (vidro, ferro, betão à vista), constituem um edifício que se impõe por si, apesar de ter sido projetado para fazer parte do conjunto que formaria o "Fórum de Justiça de Lisboa". A entrada dos visitantes é feita pelo átrio Sul.

A Igreja de Nossa Senhora de Fátima, que completa este ano 75 anos, integra-se no período modernista da década de 20/30 do século XX. É a primeira igreja moderna de Lisboa, rompendo com a tradicional arquitectura religiosa que perpetuava o modelo oitocentista. Projeto do Arq. Pardal Monteiro, o edifício em pedra e betão é uma obra exemplarmente integrada, onde todas as artes se conjugam, tendo o concurso dos melhores artistas e técnicos da época, com especial destaque para o pintor José de Almada Negreiros, responsável pelo batistério, capela-mor e os extraordinários vitrais, que iluminam todo o edifício. Foi Prémio Valmor em 1938. Pede-se o favor de não incomodar durante os serviços litúrgicos.

Esta foi a primeira escola em Portugal a ser desenvolvida segundo o racionalismo do movimento moderno – em continuidade com o restante Bairro de Alvalade. A implantação em função da exposição solar, a forte relação entre o interior das salas e o exterior da escola e o desenho cuidado do mobiliário fazem desta uma escola emblemática, concebida ainda para rapazes e raparigas em espaços distintos, separados pelo pátio interior.

VISITAS ESGOTADAS
Este conjunto compõe-se de construções funcional e arquitetonicamente diferenciadas: Administração e Oficinas, com comunicação interna entre ambas. Dispõe de três entradas: a fabril, uma para viaturas e a da Administração, a entrada principal. A história da sua construção, justificada pela necessidade de modernização do serviço mas também como representação simbólica, desenvolveu-se de acordo com diferentes realidades políticas: iniciada no regime republicano, passou pela Ditadura Militar e decidiu-se na primeira fase do Estado Novo, já sob o mandato do ministro das Obras Públicas, Duarte Pacheco. Em 2004 foi classificada como Monumento de Interesse Público. As visitas guiadas incluem a administração e a oficina de produção de moeda. A visita das 11h será orientada pela arquiteta Andreia Galvão.

Construídos pelo Município de Lisboa e pensados como "o primeiro conjunto de ateliers, na cidade, para proteção e incitamento a artistas plásticos" foram inaugurados em 1971, no bairro de Alvalade, junto ao Palácio dos Coruchéus, integrando 50 ateliês. Depois de um período de esquecimento, em 2010, depois de executadas obras de manutenção, a CML lançou um novo concurso para os espaços livres, inaugurando nessa data uma peça de José Pedro Croft no jardim envolvente do Complexo. As visitas guiadas incluem o complexo, a galeria Quadrum e o interior de alguns ateliês.

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Mandado construir por D. João V, entre 1743 e 1750, inclui a capela da invocação de Nossa Senhora das Necessidades, o convento da Ordem de S. Filipe Néri e o palácio real. O edifício, com posterior intervenção Barroca e ocupado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros desde 1926, carateriza-se por uma fachada palaciana, planta muito articulada, com um pátio, capela e interior muito rico, de sucessivas salas temáticas decoradas com estuques, pinturas murais, talha, mármores, esculturas e telas. Todo o conjunto é classificado, incluindo o chafariz do largo fronteiro ao Palácio. A visita incidirá sobre os espaços protocolares do Ministério.

Na operação de modernização da Estação de Tratamento de Águas Residuais de Alcântara impunha-se a criação de uma cobertura, por motivos de preservação ambiental. O projeto propõe uma “cobertura espessa”, habitável, que contém todo o programa de monitorização e serviços necessários, as circulações e os seus apoios. Numa relação de escala territorial, esta cobertura ajardinada prolonga as encostas verdes do vale de Alcântara, ajudando a diminuir o impacto provocado pelas infraestruturas viárias na zona e ocultando uma enorme densidade de áreas técnicas.

VISITAS ESGOTADAS

O Real Observatório Astronómico de Lisboa, mandado construir por D. Pedro V, é o observatório oficial português, com competências no estabelecimento da hora legal. Trata-se de um exemplo magnífico de uma tipologia de arquitetura científica cuja necessidade de alojar instrumentos de astronomia muito específicos tornam este conjunto edificado num objeto de forte caráter técnico. O traçado, da autoria do arquiteto Jean Colson, acompanhado por José da Costa Sequeira e Valentim José Corrêa, baseia-se no desenho do Observatório de Pulkova, na Rússia.

VISITAS ESGOTADAS

Edifício neoclássico da primeira metade do século XIX, inacabado, foi residência oficial da família real portuguesa desde o reinado de D. Luís I até ao final da Monarquia, em 1910. Monumento Nacional, aberto ao público como museu a partir de 1968, conserva ainda hoje a disposição dos aposentos e decoração da época. Duas visitas distintas: no sábado à tarde “A Maqueta do Erário Régio – Visita a uma obra que não existiu” pelo Arq. João Miguel Couto Duarte; no domingo e sábado de manhã Visita Guiada ao Palácio da Ajuda.

O conjunto de edifícios que constituem a Central Tejo é hoje reconhecido pela generalidade do público como um exemplar único do património histórico, industrial e arquitetónico em Portugal. O conjunto edificado que atualmente se pode observar, foi construído ao longo de 4 décadas. Dos edifícios iniciais, dos quais se destacavam os projetados pelo engenheiro Fernando Touzet, sobra apenas um pequeno imóvel destacado. A configuração atual corresponde à construção existente nos anos 1940.

Sábado às 16h "o que o futuro pode ser" conversa com Cal-30 Arquitetos (máx. 15 pessoas, com pré-marcação)

VISITAS ESGOTADAS

O novo Museu é constituído por um pavilhão principal com uma nave suspensa para as exposições – duas naves de 125x17m - e um anexo com receção, administração, restaurante, auditório informal e, amparando estrategicamente o acesso, em rampas, para a passagem pública de pedestre e ciclável até ao Tejo. Esta disposição cria um pórtico com a ligação aérea entre os dois edifícios de entrada para a pequena praça interna, um largo, para onde se voltarão as construções preservadas na R. Junqueira. Este novo espaço exterior é o grande desafio mostrando o Museu enquanto um lugar público: rigorosamente protegido e imprevisivelmente aberto. Estando na origem de algumas discórdias, este é, sem dúvida, um dos edifícios contemporâneos mais marcantes do Ocidente da cidade. Visita das 10h guiada pelo Arq. Ricardo Bak Gordon.

Mandado construir pelo rei D. Manuel I para perpetuar a memória do Infante D. Henrique e a sua devoção. O mosteiro doado aos monges da Ordem de S. Jerónimo é hoje uma referência cultural que não deixou indiferentes aos artistas, cronistas e viajantes durante os seus cinco séculos de existência. Foi acolhimento e sepultura de reis, mais tarde de poetas. Atualmente, mais do que uma notável obra de arquitetura, é parte integrante da nossa cultura e identidade.

O Centro de Reuniões foi pensado para acolher, de forma privilegiada, congressos e reuniões de qualquer natureza ou dimensão, oferecendo equipamentos e acabamentos de qualidade. A estrutura passou também a incluir os serviços gerais de funcionamento do CCB, várias lojas, um restaurante, dois bares e duas garagens abertas a utilizadores. O CCB ocupa hoje uma área de construção de 97 mil metros quadrados, por seis hectares. As paredes do complexo são aproximadamente 36 mil metros quadrados.

Este centro de educação é um excecional exemplo de arquitetura Brutalista tardia, projetado por Rui de Sousa Cardim para os alunos portadores de deficiência da Casa Pia. Semelhante a um zigurate, a estrutura de dois andares em betão joga com a geometria para criar um ambiente singularmente tranquilo e monumental. Este edifício foi distinguido com o Prémio Valmor e Municipal de Arquitetura de Lisboa em 1987.

O Museu de Marinha encontra-se situado na ala poente do Mosteiro dos Jerónimos e comemora em 2013 os seus 150 anos. A visita incidirá sobre o Pavilhão das Galeotas, construído propositadamente para expor as galeotas e os bergantins reais. Embora a sua linguagem contrarie a tendência da envolvente, a estrutura do Pavilhão reproduz a modulação do Mosteiro com pórticos de 40m de vão, distanciados 7m entre si.

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Inaugurado em 1948, o Museu de Arte Popular nasceu da reformulação do antigo pavilhão da “Secção da Vida Popular” criado para a Exposição do Mundo Português de 1940. Foi concebido segundo o programa formulado por António Ferro sob a denominação de “Museu do Povo” e organizado de acordo com a divisão administrativa do território nacional à época. Para a data da sua inauguração, o anterior edifício é adaptado a museu com projeto do arquiteto Jorge Segurado, em colaboração com o etnógrafo Francisco Martins Lage e com o artista Tomás de Mello (Tom), conjugando elementos decorativos de gosto modernista com outros extraídos de uma estética mais tradicional. No processo de criação do Museu de Arte Popular, o projeto contou, igualmente, com a colaboração de uma extensa equipa de “decoradores-pintores”.

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O edifício do Altis Belém Hotel & Spa foi concebido com uma intenção expressa de forte relação e respeito com a sua envolvente natural e edificada. Pretendeu-se abrir o hotel ao passeio público ribeirinho, juntando no piso térreo as áreas mais públicas. O volume principal, em vidro serigrafado, que de noite se transforma numa enorme caixa de luz, recupera a escala da Doca. A visita inclui além das áreas públicas, os quartos e suites e o Spa (de acordo com a sua ocupação no momento).
As visitas especiais serão guiadas pela Arq. Margarida Grácio Nunes e pelo Historiador de Arte Anísio Franco.

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Centro Champalimaud é um polo de excelência para a investigação multidisciplinar e transnacional no campo da biomedicina. Projetado pelo arquiteto indiano, Charles Correa, veio devolver ao público uma importante área na zona ribeirinha de Pedrouços, junto a Belém. O Centro Champalimaud está implantado em 60.000m2, voltado para o Rio Tejo, e é composto por 3 grandes áreas. O edifício principal que aloja as instalações de diagnóstico e tratamento do Centro Clínico Champalimaud com o seu jardim, os laboratórios de investigação e os serviços administrativos, todos interligados para promover o convívio e colaboração entre investigadores, clínicos e restantes profissionais e ainda dois outros espaços dedicados à utilização do público: auditório, restaurante, centro de exposições e o anfiteatro ao ar livre, ponto de encontro de vários eventos. Permitido fotografar os exteriores, hall de entrada e jardim tropical interior.

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O Centro de Comando Operacional de Lisboa localiza-se junto à Estação de Braço de Prata e acolhe todos os sistemas de Comando e Controlo da Circulação Ferroviária da zona Centro do país. Reveste-se de caraterísticas técnicas e funcionais de grande complexidade, nomeadamente na construção espacial da Sala de  Comando, onde se conjugam as métricas e geometrias das relações ergonómicas entre operadores e meios de visualização. Visitas guiadas pelo autor.

A cozinha e os fornos dos pizzaioli são caixas de vidro voltadas para a rua, a sala é alteada frente à luz e ao Tejo. As mesas corridas de lioz, as lâmpadas vermelhas do serviço e os sete espelhos ovais propostos por Pedro Cabrita Reis completam o sentido cosmopolita e vibrante deste espaço. Visitas guiadas pelo autor.

O Bairro da Encarnação, é um dos bairros de casas económicas construídos pelo Estado na década de 40. Fundamentava-se nas Cidades Jardim, mas as casas evidenciavam os estereótipos da Casa Portuguesa. A casa foi ampliada com um monólito de betão que se vai desdobrando em jardins e pátios, a diferentes níveis, tornando a vegetação sempre presente nos espaços interiores, como numa Casa-Jardim. A casa, o ateliê, e os seus habitantes receberão o público, num ambiente familiar e informal.

O edifício mais antigo, outrora sede da DIALAP (Fábrica de de Lapidação de Diamantes) e da Parque EXPO, alia uma notável modernidade a uma elevada funcionalidade. Foi totalmente remodelado e ampliado para incluir os novos Estúdios e Redações de Rádio e da Informação da TV bem como áreas técnicas de suporte e áreas administrativas gerais. A ampliação está subdividida em áreas de produção e funcionais de apoio, com forte componente técnico-operacional de elevada sofisticação. As visitas serão guiadas por trabalhadores da RTP. Às 10h e às12h haverá visitas guiadas pelo autor.

 

VISITAS ESGOTADAS
O prolongamento da linha Vermelha ao Aeroporto permitiu ao Metro oferecer à cidade de Lisboa um empreendimento com impacto significativo nas acessibilidades ao Aeroporto de Lisboa, constituindo, assim, um importante interface para os passageiros do transporte aéreo e para a generalidade das pessoas que trabalham no Aeroporto. Este troço serve, por outro lado, as zonas residenciais de Moscavide e Encarnação/Olivais, sendo esta última uma das mais populosas de Lisboa, com cerca de 7% da população total da cidade. A visita terá início da estação do Aeroporto e inclui as três estações do troço Oriente, com acesso a áreas técnicas, sem acesso de público. Terá a duração aproximada de 2h30.

Localizada na encosta da Quinta de Marrocos a sua imagem exterior é icónica e reconhecível. A geometria simples de formas puras dá lugar, no interior, a uma forte captação de luz que lhe confere uma energia própria onde cada sucessão de espaços encontra a sua vocação formal e funcional.

VISITAS GUIADAS
Último grande projeto de Porfírio Pardal Monteiro, continuado por António Pardal Monteiro, é o primeiro edifício construído de raiz para a Biblioteca Nacional. Inaugurado em 1969, com uma área de construção de cerca de 60.000m2, foi objeto de ampliação e remodelação da torre de depósitos de livros entre 2008 e 2012. Destaca-se pela sua funcionalidade, ainda hoje atual, e pelo design de interiores das principais áreas públicas, da autoria de Daciano Costa. Visitas guiadas pelo Arq. João Pardal Monteiro e Maria Inês Monteiro.

Edifício representativo do Estado Novo, criado como um projeto coletivo de diversas valências e participações, sob a coordenação de Pardal Monteiro. Inclui peças de mobiliário de Daciano da Costa, painéis de Almada Negreiro e Querubim Lapa, tapeçaria de Manuel Lapa, mosaicos de António Lino Pedras, vitrais de Lino António e decorações de José Farinha, entre diversas obras de arte.

Inicialmente projetada e construída para moradia pessoal de Artur Ernesto de Santa Cruz Magalhães, colecionador das obras de Bordalo Pinheiro, representa uma clara estilização da “casa portuguesa”. No ano seguinte é aberto nesta moradia o museu dedicado ao conhecido artista. Em 1924 o proprietário lega o museu à Câmara Municipal de Lisboa que, após obras de reabilitação e conservação, reabre o Museu em 2005. Foi distinguido com a Menção Honrosa do Prémio Valmor de 1914.

VISITAS ESGOTADAS
A Escola Alemã de Lisboa é formada por um conjunto de edifícios, construídos em duas fases distintas. O projeto original data de 1961 e é da autoria do Arquiteto alemão Otto Bartning. Recentemente, em 2008, foi objeto da intervenção do Arq. Carrilho da Graça, autor do projeto de modernização, com a construção de dois novos edifícios e a renovação dos edifícios existentes adaptando assim todo o complexo às atuais  exigências das atividades e programas escolares. As visitas serão acompanhadas pelo arquiteto coordenador do projeto e obra.